Quando se fala em Ciência ABA (Análise do Comportamento Aplicada), muitas pessoas ainda imaginam uma sala fechada, uma mesa e uma criança repetindo tarefas exaustivamente em troca de um brinquedo.
Se essa é a imagem que você tem, prepare-se: você está olhando para o passado.
A ciência do comportamento evoluiu drasticamente nos últimos anos. Hoje, a grande novidade que está transformando clínicas e escolas ao redor do mundo é a chamada ABA Compassiva e as Práticas Baseadas no Assentimento.
Neste artigo, vamos desmistificar a “robotização” e mostrar como a ABA atual, ensinada aqui no ICG, tornou-se aliada da neurodivergência.
O Fim do “Obedecer por Obedecer”
Antigamente, o foco de muitas intervenções comportamentais era a conformidade. Ou seja: a criança precisava obedecer ao comando, custasse o que custasse.
A nova ABA inverte essa lógica. A prioridade agora é o estabelecimento de relações.
Estudos recentes mostram que o aprendizado só acontece de forma eficaz quando a criança (ou adulto) está feliz, envolvida e engajada. A ABA entende que comportamentos “difíceis” são, na verdade, formas de comunicação de alguém que não está conseguindo lidar com o ambiente.
Em vez de apenas “extinguir” um comportamento, o terapeuta atual se pergunta: “Por que ele está fazendo isso? O que ele precisa me dizer? Como posso ajudá-lo a se comunicar melhor?”
Você sabia que a ABA trabalha com o conceito de Assentimento?
Diferente do consentimento (que é legal e dado pelos pais), o assentimento é a concordância da criança em participar da terapia naquele momento.
A regra de ouro da ABA é: Se a criança demonstra (verbalmente ou por gestos) que não quer interagir, nós não forçamos. Nós recuamos e mudamos a estratégia para tornar o ambiente interessante novamente.
Isso ensina à pessoa neurodivergente algo valioso para a vida toda: autonomia e limites corporais. Ela aprende que seu “não” tem valor.
Neurodivergência x Normalização
Outro ponto polêmico que a ABA atual resolveu: a questão das estereotipias (movimentos repetitivos, como balançar as mãos).
Na visão antiga, isso deveria ser eliminado para a criança parecer “normal”. Na visão do ICG e da ABA contemporânea, isso é respeitado.
Entendemos que esses movimentos são formas de autorregulação. Se não machuca a pessoa nem os outros, não há por que intervir. O foco da terapia sai da estética (“parecer típico”) e vai para a funcionalidade (“ser feliz e independente”).
Por que se especializar nisso agora?
O mercado está saturado de profissionais que aplicam a “velha ABA”. Famílias e instituições buscam desesperadamente terapeutas que entendam de humanização, ética e neurociência.
Ser um especialista em ABA hoje exige técnica refinada, mas também uma sensibilidade humana apurada. É preciso saber analisar dados, mas também saber ler emoções.
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FONTES
LACERDA, Lucelmo. Transtorno do Espectro Autista: uma brevíssima introdução. Curitiba: Editora CRV, 2018.
GAIATO, Mayra. S.O.S. Autismo: Guia completo para entender o Transtorno do Espectro Autista. São Paulo: nVersos, 2018.
SILVA, Ana Beatriz B.; GAIATO, Mayra; REVELES, Leandro. Mundo Singular: entenda o autismo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
GOMES, Camila Graciella Santos; SILVEIRA, Analice Dutra (Orgs.). Ensino de habilidades básicas para pessoas com autismo: manual para intervenção comportamental intensiva. Curitiba: Appris, 2016.
MOREIRA, Márcio Borges; MEDEIROS, Carlos Augusto de. Princípios Básicos de Análise do Comportamento. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).

