Papel do professor na formação do aluno

No papel de educador (professor) é fundamental que, ao se tratar da formação da cidadania do indivíduo, em especial do aluno, considerar como requisito principal a participação efetiva na construção do projeto pedagógico da escola.Partindo desse princípio o educador, na responsabilidade da formação moral e de valores do aluno, deve estar empenhado em apresentar um conhecimento crítico do que está sendo desenvolvido no trabalho em grupo de forma que venha somar na prática pedagógica.

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Ao se referir à educação moral, o ideal é que ocorra uma reflexão por parte de todos, visto que não há como ter educação sem reflexão. A formação de valores, hábitos que o indivíduo terá como base por toda a sua vida, em conjunto com a criação familiar, é adquirida em sua maior parte na Educação Infantil. Baseado nessa colocação surge a necessidade de alertar os educadores da educação infantil, visto que esses são responsáveis em grande parte pelo processo educacional de valores da criança na fase inicial de sua vida.

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É de ressaltar que tal colocação, em relação à educação infantil, não quer dizer que educadores voltados para as demais fases do ensino não são responsáveis pela formação moral do aluno. Pelo contrário, a formação de valores de indivíduo é por toda vida, porém é na fase infantil que são formadas as bases de uma boa educação.

Todo indivíduo, em especial o aluno, necessita de bases morais bem definidas de forma que saiba como proceder ao se deparar com pequenos ou grandes problemas, questionando o que não lhe é aceito e nem aceite tudo o que lhe é colocado.

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É de extrema importância que todo educador tenha a consciência de transmitir princípios para seus alunos, visto que esses serão norteadores de sua própria vida, inclusive colocando seu ponto de vista diante de uma determinada situação. Baseado na importância que os educadores e, consequentemente, a escola tem na formação educacional de valores dos seus alunos, segue uma questão para reflexão, bem como para contribuição da formação da cidadania:

Será que as escolas em que exercemos a função de educador tem a preocupação de educar cidadãos, passando os reais valores que necessitam?

Assim, cabe ao professor:

  • Coerência: atuar em sintonia com o Projeto Político Pedagógico da escola, compreendendo seu papel e cumprindo suas metas;
  • Integralidade: compreender o estudante de forma integral, buscando identificar suas necessidades de desenvolvimento no nível intelectual, físico, emocional, social, cultural;
  • Reconhecimento: conhecer a realidade do aluno, da sua família e da comunidade em que a escola e estes estudantes estão inseridos;
  • Empatia: acolher as diferenças, reconhecendo que cada estudante é único, aprende de uma forma diferente e vive em um contexto próprio;
  • Sonhos: conhecer os interesses, anseios e/ou o projeto de vida dos seus alunos e apoiá-los a alcançar seus objetivos;
  • Tempo Integral: considerar o estudante durante todo o tempo em que está na escola e não apenas na sua sala de aula;
  • Cumplicidade: conhecer as famílias de seus alunos, dialogar com elas e criar vínculos para fortalecer o seu desenvolvimento integral;
  • Trilhas: construir roteiros educativos que integrem disciplinas tradicionais com atividades complementares, saberes acadêmicos e populares, promovendo o desenvolvimento integral dos alunos;
  • Colaboração: trabalhar de forma colaborativa com outros professores da escola, criando comunidades de aprendizagem para compartilhar desafios e propor estratégias articuladas que respondam às demandas do desenvolvimento integral;
  • Relacionamento: estabelecer uma relação mais igualitária e dialógica com seus alunos, reconhecendo seus saberes e legitimando a sua capacidade de contribuição com seu próprio processo de desenvolvimento;
  • Mediação: ser um mediador, facilitador e articulador do conhecimento, provocando o aluno a aprender a partir de seus próprios questionamentos;
  • Pesquisa: convidar o estudante a perceber a realidade como objeto de estudo;
  • Protagonismo: promover o protagonismo do aluno como autor e proponente do seu próprio processo pedagógico;
  • Participação: colaborar com a equipe gestora no sentido de apontar necessidades de infraestrutura, propor projetos e ações inovadoras e se envolver com atividades do programa que extrapolem a sua sala de aula;
  • Acompanhamento: avaliar continuamente os processos de ensino-aprendizagem, em conjunto com seus estudantes, estimulando que reconheçam o que precisam fazer para alcançar seus objetivos individuais e coletivos;
  • Aprendizagem: admitir que pode errar e aprender enquanto ensina, inclusive com seus alunos.

FontesEducação Integrale Brasil Escolacom informações da assessoria de comunicação do ICG.